terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Antes do cd

As aparelhagens de alta fidelidade, no início dos anos oitenta, começaram a aparecer em componentes juntos em móveis próprios. Quase todas de origem japonesa. Sony, Pioneer, Teac, Technics.

A par dessas aparelhagens para todos, havia o sector da alta, alta fidelidade, de origem inglesa principalmente, com alguns componentes japoneses. Nos gira-discos, os pratos, braços e cabeças de leitura, tinham nomes como Linn, Ittok, Kiseki, Koetsu, etc. Nos amplificadores, a Quad e depois a Krell, entre outros.
Para a mediania, a busca era pela melhor combinação possível, entre amplificadores, muitas vezes receptores com rádio incluído, os gira-discos de qualidade suficiente para se ouvir um estereo decente e uma dinãmica conforme à norma hi-fi, a DIN 45 500. Os gravadores de cassete, incluindo o sistema de redução de ruído da gravação, Dolby B e C.
Por fim, ou logo de início, a estética do produto.

Nos início dos anos oitenta, estes dois exemplos, um de origem alemã, fabricado em Portugal, eram correntes nas lojas de aparelhagens.
O da esquerda, Technics, apesar da maior sofisticação estética, equivaleria em termos sonoros, ao da Grundig, da mesma época. Este tinha ainda a vantagem de trazer acoplado um gira-discos de marca Dual, com um braço e cabeça de leitura aceitável, em termos sonoros. O gravador de cassetes já tinha Dolby B e o sintonizador era uma maravilha.
Antes da chegada do cd e do som digital, foi neste género de aparelhos que ouvi o que havia para ouvir na música. Foi no Grundig que gravei dezenas de cassetes e que ainda se mantém operacionais e foi no rádio que escutei as emissões dos melhores programas da época.
Foi também nesse gira-discos que ouvi pela primeira vez, muitos discos dos anos sessenta e setenta que nunca tinha ouvido: alguns discos dos Beatles, Little Feat, por exemplo. E o primeiro disco que comprei com dinheiro ganho por mim: Movement dos New Order, saído nessa altura e prensado em Portugal.




























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