domingo, 22 de março de 2009

SACD

capa do sacd.capa da cassete com músicas de cd, passados na rádio popular de Vigo, em meados dos oitenta.

A outra novidade para melhoria do som digital, aparecida no início dos 2000, foi o sacd. Com especificações técnicas diferentes do dvd-a, assentava essencialmente os pergaminhos na tecnologia dsd ( 1-bit com uma taxa de amostragem de 2,8224 Mhz. O dvd-a é de 24 bits a 192 kHz).

Vários discos têm sido editados no formato sacd, por exemplo a discografia de Bob Dylan, graficamente cuidaItálicoda e abrangendo discos tão importantes como Highway 61 revisited, Blonde on Blonde ou Blood on the tracks e outros, ou a dos Rolling Stones dos antigos discos.

Também alguns discos importantes de Elton John, como Goodbye Yellow Brick Road ou Honky Chateau; dos Steely Dan, Aja e Gaucho ( este também em dvd-a), Genesis, Peter Gabriel, Brian Eno, Billy Joel e também dos Moody Blues, para não falar na música erudita, por exemplo, na 9ª de Beethoven, interpretada por Herbert von Karajan, com a Filarmónica de Berlim, em 1977, numa gravação Deutsche Grammophon.

Um dos discos em sacd que me chamou a atenção, para efeitos comparativos, foi o Toto IV, de 1982, um sucesso de vendas de um grupo que integrava alguns músicos americanos de estúdio, como Jeff e Steve Porcaro ou Steve Lukather.

O disco, na sua versão cd, em meados de 84, era um dos habituais das emissões " em digital", do rádio Popular de Vigo, para demonstrar a categoria superior do som em cd.
Ainda mantenho uma gravação em cassete, de uma dessas emissões com o tema Rosanna que soava no rádio de então como uma maravilha dinâmica, nos sons da secção rítmica associados aos metais de Tom Scott, Jim Horn ou Jimmy Pankow ( Chicago) e teclados de David Paich e Steve Porcaro.

A sonoridade de Rosanna ou Africa ( primeiro e último temas do disco), é típica dos anos oitenta e uma pequena maravilha que no sacd aparece em grande, bigger than life, mas que em comparação ao som gravado em cassete ( de fraca qualidade, da Berec e com mais de vinte anos em cima), não se adianta de modo evidente, a não ser na limpeza comparativa que o som analógico da cassete, numa gravação de uma emissão de rádio em stereo, permite.
A dinâmica sonora do sacd empresta a este disco, uma lembrança do ambiente cheio de som que a emissão do rádio em FM estéreo faziam já adivinhar. Aliás, este disco dos Toto, tem variadíssimas versões, em vinil e cd.

Outro disco que se torna possível comparar, nas versões em cd, da Mobile Fidelity ( melhor que a versão normal), em sacd e em vinil ( edição da Movieplay portuguesa) , é o disco Honky Chateau, de 1972, de Elton John.

O disco da Mobile Fidelity, em cd, fica logo arredado, pelo som mais metalizado e artificial. O som do sacd ( que também reproduz parcialmente, a capa original do disco em LP) bate-se aos pontos com o vinil, embora este seja um pouco mais relaxado e suave, o que em longas audições pode suplantar o som analítico e também equilibrado do sacd.



Igual sensação auditiva se experimenta com o disco em vinil dos Genesis, A trick of the tail, de 1976, na versão em vinil e em sacd. Torna-se difícil distinguir a qualidade sonora em termos qualitativos.


segunda-feira, 16 de março de 2009

DVD-A


Em finais de 2000, apareceu no mercado um outro formato de reprodução musica: o dvd-a, DVD-Audio. Em corrida com um outro que se apresentava no mesmo sector: o SACD, Super-Audio cd.
Ambos prometiam fazer do cd normal, com amostragem de 44KhZ e 16 bits, um objecto do passado, baseados na sua superioridade natural de reprodução em 96KhZ ( ou até 192) e 24 bits. E em surround sound, com 5 ou 7 canais, mais o baixo.
Passados oito anos, já poucos discos DVD-Audio ou SACD se encontram à venda, tirando alguns do sector de música erudita.
Como é que isto aconteceu?
O DVD-Audio, a meu ver, suplantava o SACD em qualidade de reprodução, mas tal como aquele precisava de um leitor próprio e não havia muitos no mercado. O formato nunca se impôs e com a chegada do Blu-Ray, ficou definitivamente arredado. Aliás, ambos foram arredados. A diferença sonora para o cd normal, notória na maioria dos casos em que a gravação é boa ( Rumours de Fleetwood Mac, ou Hotel California, dos Eagles, por exemplo, ambos em dvd-a), fica prejudicada pela falta de ouvido atento, do comprador.
Um dos artistas musicais que se dedicou mais seriamente a colocar os seus discos em formato de qualidade sonora próxima do LP, tem sido Neil Young.
Em Fevereiro de 2001, a revista Sound& Vision, anunciava o DVD-Audio, como uma grande inovação técnica e com o apoio de...Neil Young que não jurava então por outra coisa, na reprodução sonora para o consumidor.
No entanto, passados estes anos, Neil Young, anunciou já que vai publicar uma caixa com dez cd´s em formato...blu-ray. Neil Young considera agora que é o melhor que há em matéria de reprodução tipo cd.

Mesmo assim, numa comparação auditiva com o disco charneira de Neil Young, Harvest, de 1972, ouvindo-o em cd, dvd-a e lp, pode concluir-se que a versão superiro, em termos sonoros, é o vinil do LP. No question about it, porque acabei de fazer a experiência.
O som do dvd-audio é mais robusto nos baixos, mais limpo em qualquer ruído de fundo. Mas o som do Lp é mais dinâmico, mais relaxado e mais detalhado. Os instrumentos ( pedal steel guitar) que no LP aparecem do lado direito no stereo, no dvd ouvem-se no lado contrário.



sexta-feira, 13 de março de 2009

Cd´s dourados

Em 1977, a companhia americana Mobile Fidelity, começou a produzir discos de qualidade refinada, através de prensagem directamente dos masters originais, com o objectivo de "conseguir uma reprodução musical o mais próxima possível das sessões de gravação".

Logo que apareceu o cd, o esquema actualizou-se, tendo passado a "remasterizar" os discos, com recurso aos mesmos masters da gravação original, prestanto uma maior atenção ao processo de produção e regravação em cd´s com banho dourado, na maioria dos casos.
Antes, como vinilo, tinha existido o mesmo cuidado com a produção dos discos, já editados originalmente e a sua embalagem e apresentação.
Alguns desses discos, em vinil e cd, tornaram-se peças de colecção, como estes dois que seguem:



















Em 1986, outro americano, Marshall Blondstein, fundou a companhia DCC Compact Classics, na mesma área da audiofilia cuidada, na prensagem e apresentação dos discos. Dois dos mais importantes do catálogo, são estes:










terça-feira, 10 de março de 2009

CD´s de qualidade

O som do cd, ao longo dos anos, também foi evoluindo, havendo alguns cd´s que pouco ou nada desmerecem a sua edição original em LP.

Alguns exemplos podem ser encontrados nos seguintes:





















Estes dois discos dos Gentle Giant, publicados originalmente em 1970 e 1971, têm nesta reedição da etiqueta Repertoire, uma perfeita reprodução das capas dos discos originais, com a embalagem em bom cartão e melhor impressão, em formato digi-pack. A qualidade sonora também é muito cuidada e de grande mestria.


Os dois primeiros discos dos Boston, de 1976 e 1978, são outros dois exemplos de grande qualidade na reprodução da arte original das capas antigas, também em formato digi-pack. Neste caso, provavelmente com melhorias, porque vêm acompanhadas de notas e fotos inéditas e não contidas nos LP´s originais. Quanto ao som, o mentor do grupo, Tom Scholz, multi-instrumentista, regravou e remisturou as fitas originais, tendo obtido uma sonoridade de grande qualidade, diferenciada da dos LP´s, mas ao nível dos mesmos ou mesmo superior.

Este disco dos King Crimson, Lizard, gravado em hdcd, é outra pequena maravilha de reprodução gráfica e também sonora. Editado em 2000, por ocasião dos 30 anos do Lp original, está remasterizado em 24 bits. A edição em digi-pack, contém ainda um pequeno livreto com reproduções de notícias de jornais musicais da época.

segunda-feira, 9 de março de 2009

O som do cd

Após o aparecimento do cd, no início dos anos oitenta, começaram também a surgir meios de melhorar o som reproduzido por esse meio.
Um dos primeiros esquemas, foi introduzido por companhias americanas como a Mobile Fidelity ou a DCC Compact Classic, com a gravação dos discos em cd´s dourados, supostamente melhores na fixação do sinal digital. No entanto, as duas usavam...os masters originais para deles extrairem o som que tratavam depois nos discos que produziam



Alguns cd´s da Mobile Fidelity ( Dark Side of the moon dos Pink Floyd; A night at the opera, dos Queen; Crime of the century, dos Supertramp; Aja dos Steely Dan; Goodbye yellow brick road, de Elton John) e da DCC ( Hotel California, dos Eagles; The Pretender, de Jackson Browne), e a Columbia Legacy ( 52nd Street de Billy Joel; Bridge over troubled water, de Simon & Garfunkel e Blonde on Blonde de Bob Dylan) soam de facto melhor do que os seus semelhantes em cd vulgar, devido ao cuidado na gravação e reprodução dos masters, mas continuam a soar a cd, comparando com o vinil original.
O som desses cd´s, ( por exemplo Hotel California dos Eagles), soa mais poderoso na dinâmica entre graves e agudos, mas menos subtil e equilibrado que o LP. Em audição prolongada é mais fatigante.

Além desse modo de melhorar o som do cd, originalmente a 16 bits e com uma amostragem de 44100 ciclos por segundo, com as sucessivas "remasterizações" que foram aparecendo, algumas em modo de promoção do disco, mais do que da música, apareceu uma melhoria real, nessa reprodução, nos anos noventa: os cd´s com conversão de gravação analógica para digital, em super bit mapping, de 20 bits...e com o banho dourado também. O exemplo mais flagrante são dois discos de Frank Zappa, editados pela Ryko disc: Apostrophe e One Size fits all. São também alguns discos de Roy Harper, em 20 bits.
E uma gravação comemorativa dos trinta anos do disco Abraxas, de 1970, de Santana, tem um sbm de 24 bits. Tal como os discos dos Creedence Clearwater Revival, também "remasterizados" em 24 bits, saídos em 2000. Ou os discos de David Bowie, da mesma altura.
Também se experimentou outra técnica: hdcd. Um modo de codificar 20 bits, de modo a aumentar a qualidade do cd, em leitores preparados para tal, compatibilizando os que o não estão. O exemplo, é Silver and Gold de Neil Young, de 1998.




















No início do séc XXI, em finais de 2000, apareceu então uma melhoria real, significativa e importante na reprodução musical em suporte em disco: o dvd-audio e o sacd e ultimamente o blu-ray.

domingo, 8 de março de 2009

Auto-rádios com leitores de cassetes

Nos anos oitenta, para ouvir música no carro, começaram a aparecer os auto-rádios de qualidade superior aos sintonizadores antigos em AM e depois FM. A junção de um leitor de cassetes, tornou-os, gradualmente, em meios de difusão musical de alta qualidade e o habitáculo, assessorado por colunas estrategicamente colocadas, davam por vezes um ambiente sonoro, de efeito superior ao caseiro.


Algumas marcas, japonesas na maior parte, começaram a produzir autênticas obras de arte de tecnologia miniaturizada, para uso em carros.

No final dos anos oitenta, a Blaupunkt alemã, a Alpine, Clarion e a Nakamichi, japonesas, davam cartas nestas jogadas de junção do rádio com a cassete gravada.

Nessa altura, ouvi um dos melhores sons que jamais ouvi em auto-rádio, com este aparelho, da Clarion, modelo E 980. Este:

Caro demais, acabei por arranjar depois o bom, em detrimento do óptimo, no modelo 950 HX. Este.


Lembro-me de ouvir alguns sons de música gravada que ainda retenho em memória: How the heart approaches what it yearns, do disco One trick Poney de Paul Simon ( 1980), por exemplo. A dinâmica que o auto rádio conseguia reproduzir, era uma pequena maravilha.
Nos anos seguintes, já em plena década de noventa, no entanto, experimentei o que considero ser o melhor auto-rádio com reprodutor de cassetes. Nakamichi.
Nem sequer um dos melhores modelos, mas como aparelho reprodutor de música gravada em cassete, não encontrei melhor. Estes: