quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Um som de chocolate


Chicago. Um grupo de logotipo. A primeira vez que ouvi o grupo com toda a atenção, foi com o single Lowdown, num gira-discos sofrível. Na mesma ocasião, apreciei Janis Joplin, de Pearl. 1971, portanto.
Os metais dos Chicago, na altura, eram mais evidentes no lado b do single, Loneliness is just a word.
Lowdown, porém, introduz-se com arpejos de guitarra eléctrica e naipes de órgão. No meio, o solo de guitarra, em wha wha, dialoga com os metais, numa fusão típica da música do grupo. A voz, neste caso de é parte importante e foi assim que ficou na memória, desde essa altura. Lowdown ( aqui e nos outros a seguir, no You Tube), ficou como referência primeira, sendo porém do terceiro disco do grupo.

Logo a seguir, no ano de 1972, saiu o 5º disco do grupo, contendo Saturday in the Park, numa toada introduzida ao piano por Robert Lamm que a compôs e também a canta. Em 1972, todo o interesse em Chicago, ficou nessa cançoneta. Porém, o disco, merece a audição integral, porque é um dos melhores do grupo.
No ano seguinte, outra maré viva de Chicago, com o disco VI. Just you and me, tornou-se o aperitivo para ouvir a seguir, o último tema do disco, Feeling Stronger Everyday, com a sua progressão imparável de piano eléctrico, metais e a voz edulcorada de Peter Cetera, co-compositor, com James Pankow, do tema que varia a meio, passando a um ritmo acelerado na parte final e que fixa o ouvinte à sonoridade rock da guitarra de Terry Kath. O disco contém ainda outras pérolas, como In terms of two.
Este disco de 1972, é o começo da verdadeira paixão pelo grupo. Nessa altura, ainda na adolescência, o modo de apresentação dos membros, em foto de grupo, na publicidade ao disco, era interessante. Um poster, saíra entretanto numa revista de música ( Disco, música e moda) e serviu durante alguns anos de adorno da porta do quarto, pelo lado de dentro, por cima de outro, dos Stones, de Exile on main st.
No ano de 1974, saía o disco VII, outro com capacidades notáveis e cujo single notório era I`ve been searching so long , ainda que Life Saver, seja bem superior no interesse.
No ano seguinte, o disco VIII, apresentava um logotipo bordado e sem singles evidentes, como nos anteriores, destacam-se no entanto, e Old Days, Harry Truman.
Em 1976, sai o álbum que estende a fama dos Chicagos para o lado da estratosfera delicodoce das músicas de banda sonora. O single, If you leave me now, cantado por Peter Cetera, arrasa o coração mais empedernido, na música dos Chicago. O disco em que foi publicado, simula uma embalagem de chocolate, já aberta...e é ainda um dos melhores discos dos Chicago. A última canção, Hope for love, é um hino do guitarrista Terry Kath, desaparecido algum tempo depois, num acidente fatal com uma arma de fogo.
Depois desse disco, só o do ano seguinte, 1977, com o disco XI, conseguiu estar à altura da discografia anterior, contendo ainda assim o single de matador, com Baby, what a big surprise.
Para mim, os Chicago, acabaram aí. Depois disse, tornaram-se uma banda de reprodução de êxitos; todos antigos, porém. Já chegaram, entretanto, ao disco XXX. Eu, deixei-os no XI.

4 comentários:

MARIA disse...

Muito obrigada José.
Este post tem sobre os leitores o efeito de um verdadeiro bom-bom da melhor qualidade.
Adorei as músicas, particularmente a " if you leave me now ", tal qual diz, arrasa qualquer coração.
Um beijinho amigo
Maria

joliva_santos disse...

apenas hoje sei agora mea culpa descobri o seu magnífico blogue & este seu post fez-me entretanto lembrar que saudades os blood, sweet & tears alguém se lembra?

Vítor Soares disse...

Entre os Chicago (inicialmente chamados Chicago Transit Authority, lembram-se?) e os Blood, Sweat and Tears, sempre preferi os segundos, de quem os Chicago me pareciam um sucedâneo.
O 1º album dos BS&T deve ter sido dos meus vinis mais riscados de tanta audição ter tido. Por causa dos riffs, do naipe de metais e da portentosa voz de David Clayton-Thomas, um dos brancos mais pretos a cantar e a frasear que já ouvi.
É um album quase perfeito, que começa e acaba com variações de Erik Satie arranjadas soberbamente, tendo pelo meio composições de Steve Winwood, Laura Nyro e Billie Holiday.
Em especial para a Maria recomendo o "You've Made Me So Very Happy" que também arrasa qualquer coração.

ié-ié disse...

Absolutamente de acordo com Vítor Soares. Também eu sempre preferi os Blood aos Chicago. E conheces os álbuns a solo do Thomas? Soberbos. Só gostei mesmo dos Chicago Transit Authority, que me foram vendidos na Faculdade pelo Braga de Macedo, o maior fã dos Chicago que eu conheço. Não sei porquê lembrei-me também dos Seatrain.

LT