domingo, 11 de janeiro de 2009

Bob Dylan 72-74























Entre 72 e 74, a música de Bob Dylan, não teve qualquer impacto especial, na minha atenção da altura. Em finais de 1973, o filme Pat Garrett & Billy the Kid, produziu apenas uma canção que aliás passava no rádio: Knocking on Heavens door.
O disco do ano seguinte, Planet Waves, também passou no Página Um, mas sem grande relevãncia auditiva, porque em finais desse ano, o estouro era Before the Flood.
Um disco ao vivo, duplo, de Bob Dylan, com os seus grandes êxitos e acompanhado dos The Band, o melhor grupo que o acompanhou alguma vez.

O disco, é um refresco musical, na música de Dylan, dando conta dos vibrantes concertos por toda a América do Norte, durante o ano de 1974, relatados na imprensa da época ( Rolling Stone e Rock & Folk) como acontecimentos musicais de relevo.

A minha atenção particular, nesse aspecto da escrítica, não chegou a tempo de ler as crónicas ditirâmbicas sobre os concertos, publicadas nessas revistas ao longo do ano de 1974. Só em Outubro desse ano, comecei a ler a Rock & Folk, com regularidade e a crítica detalhada ao Lp Before the Flood, aparecera no número de Agosto de 1974, com capa dedicada a David Bowie e uma menção aos Sparks que verdadeiramente só começara a ouvir no fim do ano, no Página Um. Quanto à Rolling Stone, só no ano seguinte comecei a dar atenção ao conteúdo da revista que aparecia regularmente nos escaparates da Livraria Bertrand local. O primeiro número que folheei a contar com o dinheiro no bolso, foi o de 24 de Abril de 1975, aparecido por cá uns dois meses depois...e num tempo em que já ouvira o disco seguinte de Bob Dylan, uma pequena maravilha sonora: Blood on the tracks.

No entanto, em Setembro de 1973, uma capa da Rock & Folk, com uma imagem de Dylan, retirada do filme Pat Garrett, pusera-me a pulga atrás da orelha auditiva.



Por isso, em 1974, estava mais que preparado para voltar a ouvir o Dylan clássico, com Before the Flood. Acho que foi nessa altura que recortei a letra it ain´t me baby, que ficou colada num dos lados da estante, durante uns anos...tantos que o papel amareleceu.



Bob Dylan

Em finais de 1971, Bob Dylan publicou uma colectânea de Greatest Hits, vol II. Na sequência dos concertos para o Bangla Desh, na companhia de George Harrison, Bob Dylan, compunha um ano em que pouco produzira, de música original.
O triplo Lp, do Concerto, foi publicado também em finais de 1971. A participação de Dylan, com meia dúzia de canções, ficou registada em filme, editado em DVD, com extras, em 2005. Just Like a woman, desse espectáculo, vale a pena ver e ouvir.

No entanto, a música que no início de 1972, aparecia como verdadeiramente original, foi a de um single, também editado por Bob Dylan, no finald e 1971: George Jackson. O single, continha a versão cantada e no lado b, uma versão instrumental.
Lembro-me de ouvir o single, repetidamente, sem saber bem de que se tratava. Mais tarde, a informação obtida, dizia respeito à morte de um "irmão Soledad", um negro de esquerda revolucionária, dos Panteras Negras, preso e condenado por assalto a uma estaçãod e serviço, tendo sido morto, pouco tempo depois, em circunstâncias pouco claras e que suscitaram protestos das organizações de direitos civis, americanas, com destaque para Ângela Davis. As revoltas da prisão de Attica, algum tempo depois, terão sido influenciadas por estes acontecimentos da época.
A canção de Dylan, na altura, foi celebrada como um regresso aos temas de engajamento político, próprio do activista que Dylan, aliás, sempre recusou ser. Segundo a Rolling Stone da época, a sua condição judaica, impedia-o de certos compromissos mais esquerdistas.
Ainda assim, na época, deu brado e algumas estações de rádio AM, nos USA, recusaram-se a passar o single, com o pretexto de que a letra tinha a palavra...shit ( é o que conta a Rolling Stone de 6.1.1972, um número em que também se anuncia o disco de Elton John, Madman across the water que abre com Tiny Dancer e traz ainda um anúncio ao filme de Kubrik- Laranja Mecânica).
A canção disponível nesta versão do You Tube, é pirata. Não é a versão do single, mas é uma boa versão, eventualmente superior à orquestrada no single.
A capa do disco, é a que me lembro de ver na época e será de origem francesa. A imagem é dos concertos para o Bangla Desh ( tal como a do Greatest Hits Vol II) e é de um Dylan de 1971, em transição para a falta de inspiração que se seguiria e só viria a ser interrompida em 1975, com Blood on the Tracks.
Duranto o ano de 1974, no entanto, os concertos de Dylan com os The Band, foram uma das melhores coisas que apareceram em disco- o duplo Before the Flood que me reconciliou com o Dylan que gostava de ouvir e que passava muitas vezes no Página Um, de Luis Filipe Martins.



terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Cassetes de metal




segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

É só um quadro de Wyeth


Marsh hawk

domingo, 4 de janeiro de 2009

Pilote

Em 27.7.1972, a revista Pilote, originalmente publicada em França, dedicada à bd de expressão francófona, apresentava a sua história do rock em 9 páginas desenhadas por Solé. 3 delas, eram assim:






















sábado, 3 de janeiro de 2009

cópias

Por falar em cópias, uma das melhores, é uma destas que segue.
Qual delas, já agora?
Na verdade, a cópia, chegou a estar exposta em museus, como se fosse o original. E a história da cópia e motivos da mesma, vale a pena ler, no sítio do museu de Norman Rockwell.






















sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Tintin




















No final de 1972, a revista Tintin, na sua original edição belga, trazia todas as semanas, ao Sábado de manhã, o conduto artístico para os dias que seguiam, na expressão "à suivre" que prometia a continuação das historietas.
Uma dessas histórias desenhadas, com brio, era Michel Vaillant, o piloto-corredor de carros que saíam dos estúdios de Jean Graton, como bólides desenhados a compasso.

A história desenhada nessa altura, tinha uma vinheta que foi assim copiada.




















quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Sparks e Roxy Music



















O disco Kimono My House, dos Sparks, saiu em Maio de 1974, e durante o ano, foi divulgado extensivamente, pela Página Um.

O tema de abertura, This town ain´t big enough for both of us, enérgico e de originalidade vocal e instrumental, na sequência de um certo glamour-rock, atinava o ouvinte para o tema seguinte, precisamente Amateur Hour, do mesmo género. E a seguinte, idem. O resto ia todo de embalada.

A experiência sonora, pela originalidade vocal e instrumental, só encontraria paralelo num dos primeiros singles dos Queen, Seven seas of rhye.

Na altura, um amigo meu, arranjara o disco e ouvíamo-lo vezes sem conta, do princípio ao fim.

Ainda mal digeriamos o som deste LP, quando, logo em Janeiro de 1975, a mesma Página Um, começa a passar os acordes de teclado de Never turn your back on mother earth, do LP seguinte, Propaganda. Este, em competição com o LP Country Life dos Roxy Music.


Na minha classificação pessoal desse mês de 1974, figurava o Roxy Music em primeiro lugar, certamente por causa de Prairie Rose ou The Thrill of it all que ainda hoje ouço com o mesmo gosto. A seguir, os Sparks, depois os Man ( Slow Motion) os Barclay James Harvest e os Splinter e Rolling Stones, de It´s only rock n´roll.

Quanto aos Sparks, ficava por vezes todo o programa à coca, para ouvir o tema, nas primeiras vezes. Na emissão de 13.1.1975, passou em último lugar...

A capa do disco dos Roxy, entretanto, sofria adaptações, conforme o país onde saía. A imagem da direita é do disco do...Canadá.



















Músicas de 74

Em 31 de Dezembro de 1974, às 7 e 30 da tarde, como habitualmente, o indicativo da Página Um, na Rádio Renascença, tocava a música dos Pop Five, com o mesmo nome e composto de propósito para o programa.

O locutor, de voz sóbria, era Luís Filipe Martins que nesse dia dedicou a emissão a uma retrospectiva do ano que passava.

Como habitualmente, o meu rádio estava sintonizado para a frequência devida e com papel quadriculado e lápis ( Staedtler nº2), ia anotando, música a música, tema a tema, o alinhamento do programa desse dia, à semelhança do que iria fazer ao longo do ano seguinte.

O papel é este. O rádio é o da imagem ao lado e que ainda toca, nos transistores aquecidos na minha cozinha, todos os dias.





















Entre os diversos temas que não perderam nada com o passar do tempo, destaco o dos Sparks - Amateur Hour, do LP Kimono my House; Sandy Denny, do album Like an old Fashion Waltz, o tema Solo; Rory Gallagher e o tema ao vivo Tatto, de um Lp do Reading Festival; Graham Nash e Prison Song, do LP Wild Tales; o francês Maxime Le Forestier, com Si tu étais né en Mai; A Banda do Casaco, apresentado pela primeira vez no mês de Outubro desse ano, com Lavados, lavados sim, Gary Shearston, ( ainda identificado como Chesterton, como o escritor)com I get a kick out of you; Clifford T. Ward ( que esteve em Lisboa) com Jane.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Lisboa, 1974


No final do mês de Junho de 1974, estive em Lisboa. Fui a uma RGA na Aula Magna e fartei-me de ver cinema em meia dúzia de dias. Um dos filmes, em matinée, no cinema Royal, na Graça, era com o Christopher Lee, mas já nem lembro qual.

Os bilhetes ainda estão aqui. Incluindo um, de uma máquina de pesar: 54 Kg. Bom tempo. Apesar da sina, um tanto ou quanto perigosa...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Raul Seixas


Durante o ano de 1973, no rádio de FM, na mesma altura em que passava música dos Secos & Molhados, um grupo brasileiro, inovador na pop/rock, com nome crismado por um português de Ponte de Lima: João Ricardo, começou a ouvir-se a sonoridade de outro brasileiro, de nome Raul Seixas.
O single evidente, Ouro de Tolo, era uma récita de um encontro improvável de segundo grau, com um fenómeno de então, o dos discos voadores, e de um leve surrealismo na linguagem poética, a lembrar o português O´Neill.

Essa música, de ascendência pop anglo-saxónica, como aliás todas as músicas do disco onde saiu originariamente - Krig-ha, bandolo!- era um lenitivo rítimico, com letra surreal e apelativa. E marcou durante décadas, nesse ano de 1973, com o baixo compassado e a rítmica ao sabor das palavras e secção de cordas, como um dos melhores singles de sempre, para o meu gosto.

O disco, já conhecido em mp3, comprei-o hoje em cd. Na mesma rima da estante da FNAC, outros discos do mesmo autor, todos de qualidade idêntica. As músicas do disco, são todas para ouvir, particularmente a que abre o lado um: Mosca na sopa, que também passava na rádio de então e de ritmo afro-brasileiro. E o rock Al Capone, também merece audição.
A imagem esotérica de Raul Seixas, encontrou eco num outro autor brasileiro de sucesso na escrita: Paulo Coelho. Ainda assim, a música suplanta em muito a temática, por vezes obnóxia do cantor falecido, há uns anos.

Dylan the illustrated record

Este livro em forma de disco LP, publicado nos USA, em 1978, era uma imagem a preto e branco, numa revista Rolling Stone. Felizmente que a ebay, permite estas recuperações do tempo.



Há igualmente um outro sobre os Beatles. Este, no entanto, tem a ver com Bob Dylan, recolhendo várias imagens da discografia do artista, com as capas em tamanho real, até 1978 ( Street legal). As duas imagens que seguem, são do início e de um poster de Martin Sharp, de meados dos sixties, publicado pela Oz.





domingo, 23 de novembro de 2008

Camarada ié-ié: So, this the real thing. Estes, são os verdadeiros plesidentes da junta de connoisseurs do fenómeno Beatle, em Portugal...






















Imagens da revista Domingo, do Correio da Manhã, de hoje.

sábado, 22 de novembro de 2008

O Álbum Branco dos Beatles



















Estas duas imagens, acima, são do disco original, versão mono, número 5 da série de vários milhares, em leilão agora mesmo e até amanhã, na ebay inglesa. As licitações já ultrapassam as 15 mil libras ( !) e com tendência para subir até amanhã. Segundo conta o vendedor ( de Linz, na Áustria), o disco foi recolhido por alguém que apareceu num quarto de uma habitação de Ringo, na altura ocupada por John Lennon. Após ter visto os discos empilhados, pediu um deles, ao que John Lennon não pôs obstáculos, a não ser para não lhe levarem o nº 1. Este é o nº 5...e a revista Mojo de Setembro de 2008, publicava um extenso artigo dedicado ao disco, com imagem do nº 6.

O Álbum Branco dos Beatles, faz hoje 40 anos, da sua publicação na Inglaterra. Por cá, demorou algum tempo mais.

A comemoração destas efemérides, da música popular, particularmente a dos Beatles, só começou há dez anos a esta parte.
Em 1978 ou em 1988, é em vão que se procurará nas revistas de especialidade ( Rock & Folk, Crawdaddy ou Rolling Stone), alguma referência às datas redondas da publicação do álbum branco. E nem sequer a do Sgt Peppers, dará muito que ler.
Portanto, desde há dez anos que a recordação, geralmente acompanhada de discos comemorativos, aparece em tom de nostalgia. A revista francesa Les Inrockuptibles, de 18 a 24 de Novembro de 1998, dedicava a sua capa branca e oito páginas ao disco.

Sobre o Álbum Branco, a sua republicação em cd, ocorreu já há muitos anos e em 1996, foi publicado também, pela Apple, etiqueta dos Beatles, uma compilação num cd duplo, ( The Beatles Anthology, 3) em que aparecem vários temas do disco em versões ainda de estúdio e de experimentação. Essas versões, no entanto, dão um retrato do processo de composição e uma dimensão da arte dos Beatles, em execução. Essa compilação que nunca saiu em Lp, na época ( a não ser em bootleg e sobre isso parece que até ainda existem outros), merece toda a atenção por isso: é o retrato vivo do work in progress que depois daria no Álbum Branco.

Sendo um disco Lp duplo, mesmo dos Beatles, em finais de 1968, teria um preço relativamente proibitivo para a maioria dos interessados. Restavam por isso, os singles.
Do álbum Branco, o single evidente e que mereceria a atenção, seria ob la di ob la da. ou While my guitar gently weeps. Mas nem esse saiu nesse formato, porque em Agosto de 1968, tinha saido Hey Jude, tendo no lado b, Revolution.
E no início de 1969, saiu outro LP, banda sonora de Yellow Submarine, este sim, um single evidente e que me lembro de cantarolar na época. Portanto, para estes esclarecimentos cronológicos, nada melhor do perguntar a especialistas...sendo certo que em finais de 1968, a música While my guitar gently weeps, figurava num hit-parade ad hoc, organizado pela revista Cine-Disco, com recolha de informação, nas principais discotecas de Lisboa e Porto.

Portugal, em finais de 1968, apresentava-se como um país em transição acelerada para uma Primavera que se chamou marcelista. Marcello Caetano, tomara posse como presidente do Conselho, nesse ano e fizera um discurso de posse em que mencionou expressamente " o surto de anarquia na juventude, contestadora de toda a autoridade e de toda a disciplina e que movimentos subversivos aproveitam para a obra de demolição de estruturas sociais." ( Vida Mundial, 6.XII.1968). Na mesma revista, numa extensa entrevista de Von Karajan, à Der Spiegel, o já celebrado maestro austríaco, mencionava também os Beatles, dizendo que "os ouvira e conhecia como ninguém". "Isto é, precisamente no que se refere a ritmo, pode aprender-se muito nesse aspecto, e queremos saber o que torna essa música tão atractiva para os jovens".

Por cá, em Portugal de finais de 1968, apareceu uma revista, quinzenal, esquecida de muitos e que se chamava Cine-Disco. O primeiro número, de Dezembro de 1968, ainda não mencionava o disco dos Beatles, mas no número 5 da revista, saído no início de 1969 ( Fevereiro) , a capa era-lhes dedicada, assim como uma tradução de Lady Madonna, por Dórdio Guimarães ( poeta então casado com Natália Correia).
Num hit-parade, do programa de rádio Em Órbita, dos melhores LP´s de 1968, o Álbum Branco, surge em...segundo lugar, atrás dos Moody Blues de In Search of the lost Chord.
Na última página da revista, surgem letras de canções desse disco, como Back in USSR, Piggies, Goodnight e Ob la di ob la da.




















Na revista Século Ilustrado da mesma época, o ambiente cultural e de costumes, com o afastamento de Salazar, começava a mudar e tal pode ver-se neste cartoon, publicado naquela revista em 17.8.1968, num canto da revista consagrado habitualmente ao "rock pop folk bossa soul jazz..." . Ao lado, uma página de outro número da Cine-Disco, com referência expressa aos cabelos compridos...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Cat Stevens


No início de 1971, havia uma canção que me lembro bem de cantarolar e querer cantar. Mal sabia a letra e nem sequer sabia o autor, verdadeiro, porque a conhecia na versão de Jimmy Cliff.
Wild World, era a canção de ritmo ainda desconhecido, vindo da Jamaica, já fixado como reggae. Eventualmente, acabei a cantá-la num grupo de música ad hoc, em festa de escola, enquanto procurava manejar as baquetas da bateria. A letra, tirada da revista Mundo da Canção, de Outubro de 1970, escrita num papel, tinha sido colada a um dos tontons, para facilitar a leitura num inglês ainda incipiente e de cópia na pronúncia de Jimmy Cliff.

Ainda nem sabia que Cat Stevens a tinha escrito, porque não ouvira o disco onde fora publicada, Tea for the Tillerman, de finais de 1970. A versão de Jimmy Cliff, curiosamente, é anterior.

Depois disso, lembra-me perfeitamente de ver na tv da época, no início dos anos setenta, num programa, apresentado por Nuno Martins, num jeito de dj de televisão, com pratos de discos à frente e auscultadores nos ouvidos, a menção a Cat Stevens, possivelmente no disco Teaser and the firecat, saído nesse ano.

Em 1971, Cat Stevens já tinha publicado vários discos, dois deles, os clássicos Tea for the Tillerman e Teaser and the firecat. São esses os dois principais discos de Cat Stevens. Depois disso, Catch Bull at four, de 1972, Foreigner, de 1973; Buddha and the Chocolate box, de 1974 e Izitso, em 1977, trazem algumas canções de interesse, cada um, mas nada de significativo, se comparado com aqueles dois.

A imagem é retirada do ebay e respeita ao disco Greatest Hits, de 1975. A publicidade a esse disco, com uma cor verde, num estilismo realçada em aerógrafo, é notável.

domingo, 26 de outubro de 2008

Johnny Cash

A Flama, revista semanal de actualidades, era uma das mais visíveis nos quiosques dos anos sessenta e setenta.
Em Maio de 1970, por qualquer motivo, comprei o primeiro número, com capa em close up de uma princesa, Ana de Inglaterra.
Nas páginas do meio, uma reportagem sobre uma cantora francesa, Sylvie Vartan, que "refazia a beleza", depois de um acidente de carro. E fazia-o em Nova Iorque.
Numa das imagens, da revista, aparece com um disco sobraçado, com uma capa em que aparece a figura de Johnny Cash, num disco que não conseguia determinar na altura, mas sempre me impressionou pelo aspecto.
Durante muito tempo, procurei saber algo sobre esse disco, que contém, por exemplo, If i were a carpenter.
A Rede, permite hoje o que há uns anos, seria tarefa de arquivista arqueólogo. Na loja da ebay, apanham-se estas coisas desaparecidas de circulação e isso é uma maravilha para quem as julgava perdidas para sempre.

O disco cuja capa se apresenta, aparece em crónica, na revista Rock & Folk de Maio de 1970 e chama-se Hello, I´m Johnny Cash.
Nessa altura, provavelmente já teria ouvido o Folsom Prison Blues, saído em 1968, no álbum do mesmo nome e provavelmente A boy named sue, saído no ano seguinte, no álbum At S. Quentin, para além de antigas como I Walk the line.

Em 1970, Johnny Cash, encontrava-se no pico da fama, sendo alvo de atenção geral dos apreciadores de música popular, pelo que em Portugal, também se ouvia.

Em Outubro de 1971, o jornal de música Disco, música e moda, para inaugurar a sua primeira edição a cores, colocava Johnny Cash, na capa, incluindo um poster, como era moda na época.

Porém, a figura da capa segurada pela Sylvie, era apenas a contra-capa. Como se vê, pela imagem tirada da rede.
























sábado, 25 de outubro de 2008

Let it be

Caro rato: o cronista da Tempo, leu na época, a Rock & Folk, de Junho 1970 e traduziu o texto de Philippe Paringaux, o "secretário de redacção" dessa revista francesa. Na capa, Mike Shrieve, dos Santana, em Woodstock, no célebre solo de bateria de que toda a gente falava na época.