Banda desenhada portuguesa
A banda desenhada portuguesa, nas últimas décadas, teve uma expressão artisticamente pública, quase nula.
Depois dos anos de ouro do Cavaleiro Andante e do Mosquito, antes de 25 de Abril de 1974, havia dois artistas conhecidos, mas nem por isso com sucesso público suficiente: Vítor Péon e Eduardo Teixeira Coelho.
As suas obras foram publicadas em algumas revistas, uma delas o Jornal do Cuto, de início dos anos setenta.
Logo após o 25 de Abril, com a liberdade quase completa de publicação, surgiram algumas publicações de âmbito totalmente libertário e sem barreiras de censura.
Em primeiro lugar, uma revista clássica e de grande ambição: a Visão, da editora Edibanda, propunha-se retomar uma banda desenhada feita em português, com autores portugueses. No centro do primeiro número, saído em 1 de Abril de 1975, o autor e director da revista, Vítor Mesquita, com a obra Eternus 9, repetida anos mais tarde no Mosquito, em retoma. A Visão valia o que valia Vítor Mesquita. Acabou por isso mesmo.
No mesmo ano de 1975, surgiram duas revistas de âmbito libertário e anarca: O Estripador, em Janeiro de 1975 e Evaristo, em Março do mesmo ano. Os desenhadores de proa, do Estripador, dirigido por Duarte Boavida e Delfim Miranda, copiavam textos da Actuel francesa e chamavam-se Melo Relvas e Bruno Scoriels.


O Evaristo, tinha um pouco de mais fôlego artístico, com a colaboração de Carlos Zíngaro, ilustrador de capas de discos, como o primeiro da Banda do Casaco ( de finais de 1974) ou os de Júlio Pereira, Fernandinho vai ao vinho e Lisboémia ( de 1976 e 1978).
















































