As cassetes de pirata
As cassetes, como meio de gravação de sons, serviram às mil maravilhas, para apanhar do rádio, as músicas que me interessavam. Em meados da década de setenta, comecei a gravar regularmente, num pequeno gravador Philipps, acoplado a um rádio Grundig, cassetes com músicas do rádio e particularmente, de alguns programas que então passavam até LP´s inteiros, sem restrições de direitos autorais.
Foi assim que formei o gosto auditivo, em programas de FM, como Dois Pontos, e espaço 3P , na Rádio Comercial, antes Programa 4 e antes ainda, Rádio Clube português.
As cassetes, serviam para regravar, sempre que determinada música já estava bem ouvida e a lassidão e falta de dinheiro para renovar o stock, obrigavam a gravar por cima do que já havia.
Nos anos oitenta, com uma aparelhagem de melhor qualidade, já foi possível gravar e ouvir em alta fidelidade, cingida às limitações da dinâmica das fitas em óxido de ferro ou dióxido de crómio ou ainda em puro metal, o supra-sumo da qualidade do meio.
Esta é uma das primeiras, que em 1979, serviu para gravar o LP Comuniqué, dos Dire Straits, depois de ter gravado alguns outros, nomeadamente os Nitty Gritty Dirt Band.
Num passo em frente na qualidade do suporte, apareceu a BASF, com as versões em Ferro de embalagem especial e uma de ferrocrómio, onde ficou gravado o LP branco dos Beatles

Assim, as melhores deixavam-se para os melhores discos. Por exemplo, nesta cassete de compilação de álbuns dos Steely Dan, no final dos anos oitenta, escolhi o máximo: Maxell MX, Metaxial

Noutras ocasiões, a mistura de géneros e sons, servia para a audição no carro, como estas que seguem dos anos noventa, ilustradas com imagens copiadas algures.













































